Chamada para publicação 2026/2
Guimarães Rosa: o imenso, o miúdo
Prazo para envio dos trabalhos: 20 de setembro de 2026
“Amazônia
Initiisterra: só uma maneira de abordagem nos comunica com o imenso: a miúda.”
Guimarães Rosa
“Na extraordinária obra-prima Grande Sertão: veredas há de tudo para quem souber ler, e nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado.” Essas palavras, com que o crítico Antonio Candido iniciava o pioneiro ensaio O Homem dos avessos (1957), dão conta da enorme complexidade da obra de João Guimarães Rosa. Sua produção já foi objeto de estudos literários, sociológicos, antropológicos, econômicos, políticos, filológicos, históricos, geográficos, estilísticos e tradutórios, entre um mar de outras possibilidades.
Estendendo a lógica da ponderação de Candido, poderíamos dizer que na obra rosiana há de tudo para quem souber ler — e também para quem não sabe ler, ou para quem lê longe dos campos da cidade letrada. Reinterpretada pela canção, pelas artes plásticas, pelo cinema e pelo teatro, essa vasta produção ocupa um lugar sólido na cultura brasileira, latino-americana e mundial.
Leituras e intervenções contemporâneas abordaram em Rosa o ser e o não-ser, o societário, o comunitário, a animalidade, o pensamento vegetal, a relacionalidade, as complexidades de gênero, a colonialidade do ser, do saber, do sabor e do poder. Tratam também do quem-das-coisas, dos fins da arte e da literatura modernas, da irascibilidade moderna que nos domestica e da ferocidade pós-moderna que pretende nos desautomatizar. Abrem espaço para as traduções entre línguas, mundos, metafísicas e ontologias, as vidas e sobrevidas da memória, o ser-tão como plenitude existencial, as veredas de vidas (póstumas) nas grandes cidades e nos seus extramuros, a transmodernidade, as escritas da diferença e da distinção, o imenso e o miúdo: tudo o que é e não é ao mesmo tempo.
Esta chamada pretende convocar, hoje, aos 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile (e aos 80 de Sagarana), pesquisadores, especialistas e interessados na obra rosiana para nos encaminhar seus artigos. É em torno dessa grande obra, cruzada por infinitas veredas críticas, que a revista Landa abre a chamada para sua segunda edição de 2026.
Trabalhos que não respeitem as normas editoriais não serão aceitos. As normas podem ser consultadas em: http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html
Os originais deverão ser enviados por correio eletrônico ao endereço: revistalanda@gmail.com
Guimarães Rosa: lo inmenso, lo menudo
Plazo de envío de trabajos: 20 de septiembre de 2026
“Amazônia
Initiisterra: solo una manera de abordaje nos comunica con lo inmenso: la menuda.”
Guimarães Rosa
“Na extraordinaria obra-prima Grande Sertão: veredas há de tudo para quem souber ler, e nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado.” [En la extraordinaria obra maestra Gran Sertón: Veredas hay de todo para quien sepa leer, y en ella todo es fuerte, bello, impecablemente realizado]. Estas palabras, con las que el crítico Antonio Candido iniciaba el pionero ensayo O Homem dos avessos (1957), dan cuenta de la enorme complejidad de la obra de João Guimarães Rosa.
Su producción ya ha sido objeto de estudios literarios, sociológicos, antropológicos, económicos, políticos, filológicos, históricos, geográficos, estilísticos y traductológicos, entre un mar de otras posibilidades.
Extendiendo la lógica de la ponderación de Candido, podríamos decir que en la obra rosiana hay de todo para quien sepa leer —y también para quien no sabe leer, o para quien lee lejos de los campos de la ciudad letrada—. Reinterpretada por la canción, las artes plásticas, el cine y el teatro, esta vasta producción ocupa un lugar sólido en la cultura brasileña, latinoamericana y mundial.
Lecturas e intervenciones contemporáneas han abordado en Rosa el ser y el no-ser, lo societario, lo comunitario, la animalidad, el pensamiento vegetal, la relacionalidad, las complejidades de género, la colonialidad del ser, del saber, del sabor y del poder. También tratan del quién-de-las-cosas, de los fines del arte y de la literatura modernas, de la irascibilidad moderna que nos domestica y de la ferocidad posmoderna que pretende desautomatizarnos. Abren espacio para las traducciones entre lenguas, mundos, metafísicas y ontologías, las vidas y supervivencias de la memoria, el ser-tão (ser-tón/sertón) como plenitud existencial, las veredas de vidas (póstumas) en las grandes ciudades y en sus extramuros, la transmodernidad, las escrituras de la diferencia y de la distinción, lo inmenso y lo menudo: todo lo que es y no es al mismo tiempo.
Esta convocatoria pretende llamar, hoy, a los 70 años de la publicación de Grande Sertão: Veredas y Corpo de Baile (y a los 80 de Sagarana), a investigadores, especialistas e interesados en la obra rosiana para que nos envíen sus artículos. Es en torno a esta gran obra, cruzada por infinitas veredas críticas, que la revista Landa abre la convocatoria para su segunda edición de 2026.
Los trabajos que no respeten las normas editoriales no serán aceptados.
Las normas se pueden consultar en: http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html
Los originales deberán enviarse por correo electrónico a la dirección: revistalanda@gmail.com
