Chamada até 10/03/2024

Chamada para publicação 2023-2

Prazo para envio dos trabalhos: 10 de março de 2024

América Latina: zona do não-ser?

O capital absorve heterogeneidades e as faz parte de si mesmo, sendo o único universal que totaliza o mundo e o transforma no Um. A desorientação pós-moderna, ou a associada à etiqueta do contemporâneo, que vivem jubilosamente entre trevas, são, nesse sentido, formas de endereçamento, que apontam sem perigo na direção do Ocidente capitalista, e nessa direção criam, e eternizam, narrativas históricas, critérios de valor, hierarquias, seleções, discriminações, sínteses, enfim: cânones. Depois da morte do sujeito, do autor, e depois do fim da historia, surge o corpo separado e presente de cada um (a singularidade biopolítica), e se populariza a ideia de que essa redução ao corpo é a realidade última para sobreviver ao esgotamento (infindável) da cultura burguesa.

Ora, quando pensamos a partir da dependência, é possível se teorizar uma “imaginação pública” sem uma conseqüente crítica do capitalismo? A imaginação pública tem donos? Se tiver donos e for privada, como a rede, como falar sobre o fim da lógica dos campos? América Latina é possível apenas como especulação?

Anti-fundacionais, anti-metafísicas e pós-utópicas, as singularidades latino-americanas se multiplicam em entre-lugares, taoísmos neobarrocos, realidadeficções e dentroforas, espaçotempos e pós-autonomias, hibridismos, ambivalências entre a série semiótica e a série semântica, entre presença e ausência, entre a leitura e a escrita, ou entre a oralidade e a escritura. Todas essas figuras de indecidibilidade adotadas pela ideologia da mestiçagem na área hegemônica da proteiforme reflexão sobre a literatura latino-americana, particularmente a da segunda metade do século XX e dos primeiros anos do XXI, operaram uma estetização da política que fez com que, longe de conjurar definitivamente a Modernidade, lhe servissem como câmaras de ressonância.

Essa continuidade e essa estetização são objeto de várias perspectivas críticas, e o que todas essas críticas têm em comum é a abordagem do debate sobre a Modernidade a partir de situações de exterioridade. Nesta chamada Landa propõe pensar o debate sobre a arte e a literatura latino-americanas a partir da vasta “zona do não-ser”, para apresentar alternativas ao confinamento acima mencionado, e partindo da ideia de que cabe a um pensamento que considere posições e situações na exterioridade da clausura modernidade-pós-modernidade efetivar uma politização da arte que realmente consiga subsumir os tacanhos universalismos abstratos em pluriversos e formas de vida transmodernas.

É em torno destas questões inadiáveis que a revista Landa abre a Chamada para sua segunda edição de 2023.

Trabalhos que não respeitem as normas editoriais não serão aceitos. As normas podem ser consultadas em: http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html

Os originais deverão ser enviados por correio eletrônico ao endereço: revistalanda@gmail.com

 

Convocatoria 2023-2

Fecha límite de envío de trabajos: 10 de marzo de 2024

América Latina: ¿zona del no-ser?

El capital absorbe heterogeneidades y las hace parte de sí mismo, siendo el único universal que totaliza el mundo y lo transforma en Uno. La desorientación posmoderna, o la asociada a la etiqueta de lo contemporáneo, que viven alegremente entre tinieblas, son, en este sentido, formas de direccionamiento, que apuntan sin peligro hacia el Occidente capitalista, y en esa dirección crean, y eternizan, narrativas históricas, criterios de valor, jerarquías, selecciones, discriminaciones, síntesis, es decir: cánones. Tras la muerte del sujeto, del autor, y tras el fin de la historia, emerge el cuerpo separado y presente de cada persona (la singularidad biopolítica), y se populariza la idea de que esta reducción al cuerpo es la realidad última para sobrevivir al agotamiento (interminable) de la cultura burguesa.

Ahora bien, cuando pensamos desde la dependencia, ¿es posible teorizar una “imaginación pública” sin la consiguiente crítica del capitalismo? ¿Tiene dueño la imaginación pública? Si tiene dueños y es privada, como la red, ¿cómo podemos hablar del fin de la lógica de los campos? ¿Es posible América Latina sólo como especulación?

Antifundacionales, antimetafísicas y postutópicas, las singularidades latinoamericanas se multiplican en entre-lugares, taoísmos neobarrocos, realidadesficciones y adentrofueras, espaciotiempos y postautonomías, hibridismos, ambivalencias entre la serie semiótica y la serie semántica, entre presencia y ausencia, entre lectura y escritura, o entre oralidad y escritura. Todas estas figuras de indecidibilidad adoptadas por la ideología del mestizaje en el ámbito hegemónico de la proteiforme reflexión sobre la literatura latinoamericana, particularmente la de la segunda mitad del siglo XX y los primeros años del XXI, operaron una estetización de la política que hizo que, lejos de conjurar definitivamente la Modernidad, le sirvieran como cámaras de resonancia.

Esta continuidad y esa estetización son objeto de varias perspectivas críticas, y lo que todas estas críticas tienen en común es el abordaje del debate sobre la Modernidad desde situaciones de exterioridad. En esta convocatoria, Landa propone pensar el debate sobre el arte y la literatura latinoamericanos desde la vasta “zona del no-ser”. Desde esa zona pueden surgir alternativas al confinamiento antes mencionado, pues corresponde a un pensamiento que considere posiciones y situaciones en la exterioridad de la clausura modernidad-posmodernidad efectivar una politización del arte que realmente logre subsumir los estrechos universalismos abstractos en pluriversos y formas de vida transmodernas.

Es en torno a estos temas urgentes que la revista Landa abre la Convocatoria para su segunda edición de 2023.

No se aceptarán trabajos que no cumplan con las normas editoriales. Las normas pueden consultarse en: http://www.revistalanda.ufsc.br/normas.html

Los originales deberán enviarse por correo electrónico a la dirección: revazlanda@gmail.com